Acabo de saber, pelo Facebook de Clara Sottomayor, que, e cito, "(...) o Supremo Tribunal de Justiça, no acórdão de 15-02-2012 (Relator: Conselheiro Santos Carvalho), que apreciou o pedido de indemnização cível da mulher violada pelo médico psiquiatra, que foi absolvido pelo Tribunal da Relação do Porto, em acórdão aqui várias vezes criticado, atribuiu à vítima uma indemnização de 100.00O euros. Entendeu o Tribunal que o médico praticou os actos sexuais sem o consentimento da mulher e dolosamente, pois apercebeu-se da falta de consentimento da mulher pelos gestos e pela atitude, violando assim os direitos de personalidade da vítima e os deveres deontológicos de médico, em relação a uma mulher que padecia de depressão e que era a sua doente. O Supremo Tribunal reconheceu o fortíssimo trauma da vítima e o seu sofrimento, bem como a finalidade sancionatória do instituto da responsabilidade civil, condenando o médico a pagar uma indemnização que para os padrões dos Tribunais não é habitual."
P.S. - Este caso já foi falado várias vezes aqui no Jugular, em vez de procurar todos os links deixo-vos só com uma crónica da Fernanda, "não é não". Recordo que ainda está pendente a decisao da Ordem dos Médicos quanto à eventual expulsão do médico em causa.
Autora do acórdão da relação, não autor. Foram 100.000 euros porque foi o que o advogado da vítima pediu, penso que se tivesse pedido mais a indemnização seria superior. Impressionou-me na altura do julgamento, mais do que o nome do arguido que só conhecia vagamente, mas os nomes de alguns que se aprestaram a dizer que ele era bom rapaz e incapaz de fazer uma coisa daquelas. O mais triste é que me parece que esses amigos foram muito portugueses.
imagino que entre esses amigos a testemunhar não havia nenhum colega, isso é que é importante...só faltava agora que se tornasse impossível consultar um psiquiatra no porto, querem lá ver agora não?
Ora bolas! A Clara Sottomayor é a favor da decisão do supremo? Vou ter que ser contra! E eu que estava tão contente com a decisão dos senhores conselheiros.