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pergunta ao Primeiro-Ministro:

"A quem se referia ontem, na Feira do Livro, ao mencionar o «Presidente de Singapura» e o seu livro que o terá inspirado?". O assunto tem merecido alguma atenção nas redes sociais mas sem grande pormenor, talvez por Singapura ser um país desconhecido para os portugueses. A ideia generalizada é de que se trata de uma espécie de paraíso de ordem, limpeza e progresso (por exemplo, neste comentário). Já lá estive e fiquei com a mesma ideia. Mas falando com pessoas que lá vivem há anos, a tonalidade torna-se bem, mas bem mais negra e assustadora. Não vem ao caso agora. O que vem ao caso é que é um completo mistério a quem se referia Passos Coelho. Há quem dispare e aponte o nome de Tony Tan Keng Yam. É, no fim de contas, o atual presidente. O problema é que não se lhe conhece qualquer livro publicado. Nem hoje, nem ontem, nem disponível na Amazon nem em lado nenhum. Após uma busca expedita, concluo que Passos Coelho se enganou no tempo e no cargo. É que em Singapura quem tem poder real é o Primeiro-Ministro, não o Presidente, que é uma figura mais ou menos decorativa. O PM é que manda. E para se ter a ideia do oásis democrático que é aquele pequeno país, fiquem a saber que desde 1959 teve apenas três, e sempre do mesmo partido que governa, portanto, desde a independência. O atual PM é mais ou menos obscuro e também não se conhece produção livresca internacional. Provavelmente, Passos Coelho referia-se a Lee Kwan Yew (PM entre 1959 e 1990, ahh que maravilha de estabilidade governativa), o grande obreiro do "milagre" que transformou Singapura num "tigre asiático", e a obra que leu é provavelmente From Thirld World to First. Mas chamar-lhe "presidente de Singapura", bom, é um mau augúrio sobre a compreensão que Passos Coelho terá feito da obra. E é de temer o que o terá inspirado.

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