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jugular

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    Tiago Cabral 01.06.2012 12:37

    Temos então cerca de 70% de alunos da turma da sua filha, que pelas suas palavras, são alienados e alguns desses uns verdadeiros animais, e assim são muito por culpa dos pais. A solução será então deixar o Estado de os apoiar, assim dando o exemplo de rigor e ética. Parabéns pela filha que tem, que como diz e é fácil de concordar consigo ao lê-lo, é-o apenas por sua (dela) única responsabilidade e mérito.
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    João Leal 01.06.2012 16:17

    Tiago, quando digo alienados quero dizer que não sabem o bem que têm em ser-lhe posta à disposição aquela que será para muitos deles a única forma de igualdade de oportunidades de que irão dispor durante a sua vida, isto é, a Educação quase-gratuita. Quanto aos animais, sempre os houve na escola e em qualquer lado (como o seu insulto estilizado demonstra). Diga-me só como é que o Estado deixa de apoiar gente a quem dá a oportunidades de um ensino quase-gratuito, pondo à sua disposição professores, instalações e dando a muitos subsídios de refeição e na compra de materiais? Não chega? Talvez prefira que os pais se sintam legitimados a ainda se alienarem mais da vida escolar dos filhos, pondo nas mãos do Estado a responsabilidade total por eles. Se é isso que acha, não concordamos. 

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    Gonçalo 01.06.2012 17:17

    Quanto o Estado gasta dinheiro em instruir e em inducar as tais hordas está a prestar-lhe um serviço a si, percebe?

    . Está a tentar dar-lhes as ferramentas para os tornar em membros minimamente úteis para a sociedade.

    . Está a tentar evitar que andem por aí como bichos, a gamar e a partir esta merda toda.

    Anda com cinto de segurança?

    Imagine que o Sr. Silva argumenta que o Estado não tem nada de se meter na sua vida. Um dia, porém, bate com o carro enquanto se assoa e fala ao telemóvel ao mesmo tempo, esfrangalhando-se todo contra o tablier.

    Quem é que paga a hospitalização? Nós todos.

    Portanto o que é que o Estado está a fazer? A proteger o seu investimento (i.e. um gajo que gera receita) e a impedir custos operacionais (i.e. arranjar o dito gajo).

    O mesmo se passa com a escola.

    Largar os miúdos ao Deus dará é condená-los a uma vida de fracasso. Porque muitos deles já começam tortos - aquilo dos pais irresponsáveis, 'tá a ver - e se não houver quem tente fazer por eles, tortos hão-de ficar. Calculo que não precise de lhe dizer que isto é um ciclo vicioso.

    Pais alienados? Tem TODA a razão. Mas... e depois? Desemerdem-se?

    E mesmo que assim fosse, já lhe ocorreu que talvez, só talvez, seja uma minoria que vá fazer a maioria pagar para satisfazer os Correios da Manhã e velhos reaças deste mundo?

    Fique o João Leal a saber que casos como o meu - com pais que não puderam, porque não conseguiam, acompanhar melhor - não são raros. São a regra. E que foi devido à insistência da Escola (essa entidade que nos chupa dinheiro dos bolsos) que não "se perderam" numa altura crítica. Ou que, em vez de ir abrir caboucos para a estrada ou roços na parede, podem estar hoje em cargos que nem nas suas contemplações mais loucas alguma vez imaginaram.

    Portanto, enfim, o problema, presumo, é que para o João Leal, o Estado está a fazer-lhes o favor de lhes dar escola à borla, e tal...

    Para mim, o Estado está a fazer o papel para o qual eu pago uma quantia considerável por mês: manter uma sociedade decente, produtiva e com perspectivas de futuro.

    Sim, porque não se engane. Eu não pago impostos para engordar assessores do Relvas, salários ao Catroga, PPPs da Brisa e do Grupo Espirito Santo e visitas do Cavaco e da Cavaca aos Açores para ver vacas ou à Austrália, para dizer que o vinho precisa de "good cock" (sic).

    Obviamente, o João Leal acha que isto hoje é tudo uma cambada e tal. O João Leal acha que pode sacar as medidas à coisa, a olhómetro e sem perverter com política, e tal, porque a política é para arranjar tachos e despesa.

    Pois fique o João Leal a saber que isto é, acima de tudo, uma questão política.

    Tão política que não é à toa que tenha sido na nossa geração que o Casal Ventoso "explodiu". Seria assim tão melhor, a política educativa d'outrora?

    Tão política que é precisamente por sermos antecedidos de gerações de elites e de pobrezinhos remediadinhos c'a 4ª classe que estamos onde estamos.







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    joao leal 01.06.2012 21:30

    Primeiro, agradece-lhe pelo esforço de me tentar explicar a sua ideia de Estado. Depois, referir que não concordo consigo e passo a explicar porquê: a ideia que defende para o Estado, num esforço intelectual que não é admirável, porque papagueia, é a teoria do poço sem fundo, que à questão "quais são as balizas a essa necessidade do Estado proteger o seu investimento", nunca irá ter resposta. Atiramos dinheiro para cima das pessoas e achamos que está tudo bem. Só que não está nem nunca estará. Porque depois do estado defender o seu investimento, há-de existir gente aos gritos a dizer que não está a defender bem o seu investimento. Solução? Atira-se mais dinheiro para cima.
    É isso que eu acho da sua ideia do que deve ser o estado: uma utopia mirabolante e infinita de insatisfação e falta de responsabilização individual. 
    A ideia de que o Estado está a deixar ao deus dará os miúdos, tendo em conta estas medidas, é uma extravagância própria...olha que engraçado, própria do discurso politizado, discurso de merda, que cheira mal, que anda na boca dos gajos que são má companhia, exarcebado e acéfalo, feito para morar longe da realidade dos factos e das pessoas. Tudo é politica? Eu acho que não. E sabe porquê? Porque não tenho o mesmo entendimento que o Gonçalo. Não terei lido tanto, provavelmente, sobre o assunto. E dou graças a deus por isso. 
    E fique o Gonçalo a saber que os meus pais foram como os seus na atenção que prestaram ao percurso escolar e que a minha escola (secundária gama barros no cacém) era a maior trampa que me podia ter calhado. Provavelmente teria-me dado jeito a sorte que teve de alguém se preocupar consigo, mas, não tendo acontecido, não culpo o Estado ou a familia por ter chumbado 2 anos e ficado com o 12º. Claro que  fui trabalhar. É ridiculo para mim culpar alguém que não eu próprio por isso. E é esse o problema, sabe? Discurso politica é culpar alguém pelo que não se é capaz de fazer. Queixinhas, queixinhas, queixinhas. E já agora pergunto se tem algum filho a estudar entre o 5º e o 10 º ano, ou se o seu saber é só de jugular feito.
      
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