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Alternativa zero

Arrisco-me a dizer que esta oposição apenas serve para reforçar a catástrofe que este governo representa para o país. A incapacidade de apresentar alternativas credíveis, a permanente colagem à narrativa de crise da direita, a recusa em assumir, naturalmente com todos os erros, o que é a sua história, já eram péssimas. Se a tudo isto somarmos os episódios que antecederam o tal "Documento de Coimbra", com ataques inqualificáveis a quem pretendia debater ideias dentro de um calendário eleitoral já previsto para a eleição de secretário-geral e realização de um congresso, ficamos definitivamente conversados sobre as qualidades democráticas de Seguro e respectiva entourage.

O discurso de ausência de alternativa é, assim, reforçado exactamente por aqueles que têm o dever de a ser. O que só cria espaço para os que apenas protestam, sem sequer alguma vez terem sonhado fazer parte de uma solução, como BE e PCP, ou para soluções ainda mais perigosas - nascidas de um populismo anti-política e anti-estado, como, por exemplo, as que estamos a assistir em Itália neste período pré-eleitoral.

Não explicar, a cada oportunidade que se dispõe, que a actual crise é consequência directa da crise financeira global que, por sua vez, é consequência directa da desregulação iniciada no final da década de 80, em especial sobre o sector financeiro é deixar que o esforço feito pelos diversos Estados na contenção das desastrosas consequências sobre a economia real apenas tenham servido para reforçar os preconceitos dos que vêm tudo o que é público como demoníaco e tudo o que é privado como santo. Não demonstrar que realizar as necessárias reformas no Estado não é equivalente a apenas austeridade, é reforçar o pressuposto ideológico que qualquer corte na despesa pública é algo de intrinsecamente positivo para a sociedade.

Exijo mais, muito mais, ao PS do que este actual estado de coisas. Estar apenas à espera que o poder lhe caia no colo pode bem ser o modus operandi da actual direcção, com que aliás o respectivo secretário-geral teve sucesso na sua ascensão. Mas é trágico para o país.

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