da tradição e da tradução
há uns meses, escrevi sobre o guerra e paz. nos comentários*, disse que andava a ler uma edição da penguin. o filipe moura achou que eu estava a armar-me em sofisticada e retorquiu que não percebia por que havia alguém de ler em inglês quando havia uma tradução portuguesa. respondi-lhe que julgava não haver qualquer tradução directa do russo para o português (a dele era da europa-américa, que nunca soube o que é uma boa tradução) e que além disso os livros ingleses são muito mais baratos. descobri entretanto que afinal já existe a tradução do russo para o português, da presença e resolvi comprá-la para oferecer. são quatro volumes quatro. cada um custa 15 euros. o romace fica por sessenta. o meu volume da penguin, paperback, comprado na fnac, com prefácio e índice remissivo e uma tradução de 2005 e ainda por cima bonito, não chegou a custar 15 euros. uma magnífica edição de capa dura, com a mais recente tradução inglesa (2007) que comprei no natal do ano passado, também na fnac, para oferecer, custou-me menos de 40 euros. i state my case. *não estou certa de que esta conversa sobre a tradução tenha ocorrido na caixa de comentários deste post, pode ter ocorrido na de outro.

