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jugular

C'est si bon - I

No último fim-de-semana - e devido a Deuterónimos e a Levíticos - pus-me à conversa com o Paulo Pinto, tendo a mesma derivado para a sexualidade nas 3 religiões do Livro. O puritanismo católico pós S. Paulo foi, claro, um dos temas inevitáveis e outro foi o paradoxo de, neste momento, se olhar para a mais "sensual" das três religiões - o Islão - como a mais forte fonte de interditos. [«On a tendence à l'oublier, aujourd'hui que l'islam est souvent synonyme de rigorisme et prison pour les femmes, mais la tradition musulmane possède un autre visage: celui des Mille et Une Nuits, de la légitimité de la jouissance, du gout de la bonne chère et des parfums, des raffinements des jeux du sexe, du paradis au 70 vierges (houris) ou l'érection est éternelle et l'orgasme infini... Si l'islam a 99 noms pour nommer Allah, il en a 100 pour nommer l'amour!»(Marie Lemonnier, "Car ses étreints son meilleurs que le vin", Nouvel Observateur, 2042/43, 24 Dez 2003,p.61)].

 

Estive para pegar no assunto mas as eleições americanas meteram-se pelo meio e esqueci-me. Contudo algo ficou cá a remoer e ao ler notícias do lançamento do Confessions d'une religieuse, da Irmã Emmanuel, a que o Zèd também não ficou indiferente, o apetite foi marinando.

 

Como ainda não há muito tempo me tinha divertido a transcrever para o meu outro antro partes de um livro - escrito por volta de 1200, que me foi oferecido em Setembro, Breve Tratado das Artes da Cópula, que me permitia armar-me em Sue Johanson numa viagem no tempo e nas ideias feitas - resolvi trazer para aqui a diversão... em fascículos. Comecando, claro, pelo princípio, o acto de copular...

 

«Alá fê-lo tão belo [nr.:ao acto de copular], cheio de prazer e atractivo para torná-lo num imperativo constante. É só desta forma que todos os sentidos a nós concedidos podem ser usados como o Misericordiosíssimo pretendeu. Somente assim a cópula dos seres humanos pode diferir dos animais. Mas, infelizmente, embora saibamos dessa diferença óbvia, geralmente a cópula praticada pela maioria dos seres humanos parece-se, muitas das vezes, em todos os detalhes, com a dos cães, bois, aves e outros animais: feitas de um encontro apressado, institivo, selvagem e muito breve.

Nestas situações o homem obtém um prazer diminuto, e a mulher, nenhum.

O resultado destas práticas, são tensões nos músculos, nos orgãos e nas articulações. Desta maneira, os homens por vezes transformam-se em bestas nervosas e opressoras, e as mulheres, em velhacas.»

 

Al-Sayed Ibn Hussein Al-Makhzoumi, Breve Tratado das Artes da Cópula, Lisboa, Padrões Culturais Editora, p.16

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