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jugular

4 comentários

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    Ricardo Alves 31.12.2008

    Caro C. Mattos,
    em nome de quê?

    Eu explico-lhe: a dor não é um variante cultural. Amputar o clítoris a uma mulher filha de muçulmanos tribais (ou judeus ou cristãos coptas, que também excisam lá para a Etiópia) doi tanto como amputar o clítoris a uma mulher europeia ateia e orgulhosa da herança iluminista. E impede o prazer futuro às duas, quer acreditem no Alá das couves ou não.

    E não compare isto com as cirurgias plásticas, que são feitas por mulheres adultas e conscientes.

    Mutilar órgãos sexuais de crianças, sem qualquer razão médica, deve ser crime em qualquer sociedade civilizada. Em nome da autonomia do indivíduo e do seu direito à integridade física.
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    C. Mattos 31.12.2008

    A dor tem muito de cultural. Grandes nomes do multicuralismo e do feminismo consequente explicam bem isso. Pode começar por aqui, mas depois posso indicar-lhe as obras de frefereencia: http://www.mywhatever.com/cifwriter/library/eperc/fastfact/ff78.html
    Não podemos impor às outras culturas valores que não são universais, nem dentro da cultura ocidental sem pretendermos uma nova colonização. O nosso mundo é um mundo formado pela ideologia. Não há exterior dele, nem plataformas de observação "objectivas". O "objectivo" é um mero artefacto ideológico, uma categoria da filosofia e ciências burguesas. As autoras do blog não percebem que tomam dia sim dia não posições contraditórias. Um dia falam em ideologia e cultura, noutro pretendem a possibilidade de um suposto pensamento e valores !!!! universais. Embora o contraditório seja em si, uma "instância particular" como explicou Levy-Strauss.
    Bom ano
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    Ricardo Alves 01.01.2009

    Caro C. Mattos,
    agradeço-lhe a clareza, essa qualidade tão rara nos pós-modernistas.
    Realmente, afirmar que a dor tem muito de cultural é um daqueles disparates tão grandes que iluminam uma discussão para sempre.
    Nada na referência que indicou prova (ou sequer sugere) que a mutilação do clítoris seja mais agradável para uma etíope muçulmana (ou cristã copta) do que para uma portuguesa ateia (ou cristã católica).

    O nosso mundo não foi «formado pela ideologia». Foi formado pelas leis da física e da biologia. A cultura nada pode contra a dor ou contra a morte. Defender o contrário é uma forma de alienação que conduz à indiferença pelo sofrimento alheio ou até à sua justificação. Por exemplo, dizer que não faz mal torturar iraquianos porque tal é comum nos países árabes.

    E sim, a dor é universal. Cortar órgãos sexuais a um português ou a um chinês produz a mesma dor, e a «cultura» nada pode contra isso.
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