Noutra ocasião, em que o Cardeal Patriarca tinha proferido declarações no mínimo infelizes, escrevi "Discursos como este - em que a dicotomia "nós" vs. "outro" são tão assumidos e convictos - potenciam reforços identitários (quer de "nós" quer do "outro") com muito de artificial que se transformam num caldo perigoso.". Parece-me que o mesmo se aplica agora
Curiosamente já estive nessa situação e os conflitos internos q eventualmente existissem não eram problema meu. Além do mais nenhuma mulher é obrigada a ir viver para onde quer que seja, tenho por hábito considerar q adultos têm obrigação de pesar prós e contras das suas decisões. Claro q não nego q existem situações complicadas em casos como os q descreve. Mas tb. existem situações complicadas em caso de, por exemplo, rupturas de relações de pessoas com nacionalidade diferente (se cada um decidir viver no seu país de origem) qdo existem filhos. Ninguém nos prometeu q a vida seria uma coisa simples, pois não?
Ah! esqueci-me de dizer q o q mais gostei foi da referência a "raparigas portuguesas", como se a nacionalidade condicionasse a religião e não existissem portuguesas muçulmanas.