Mirandês
João Miranda parece não perceber que, assim como a validade do princípio da não interferência é independente da validade da tese defendida, também uma crítica deve valer pelo seu conteúdo substancial e não ser desvalorizada à luz das interpretações mais apetecíveis. A menos que para o João Miranda seja perfeitamente normal um jornalista revelar na sua coluna de opinião o teor de uma conversa telefónica que um seu entrevistado teve com ele, sem concretizar uma acusação. Para uns isto é falta de educação, para outros será uma falha deontológica. Para o João Miranda deve ser prova da independência do quarto poder ou algo assim.

