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jugular

John Reed entendo...

 

... já Vasco Pulido Valente tenho alguma dificuldade, mesmo se estamos a falar não de 10 mas de 20 dias.

 

"Mas, como se constata por alguns comentários, certos círculos do PS estão preocupados com a reacção da Igreja ao casamento de homossexuais. Esperavam uma guerra, veio uma crítica moderada e tranquila. Sócrates não percebeu que a Igreja, como o Papa mil vezes lhe recomendou, já vive sem o Estado e mesmo contra o Estado. Preferia que o Estado respeitasse a moral católica; não a tenta, como antigamente, impor. Sócrates contava com um escândalo para se reabilitar à esquerda. Não lhe fizeram o favor. Era bom que também o PSD conseguisse esquecer a "regionalização" até Dezembro. O oportunismo não merece mais."

 

VPV a 24 de Janeiro no Público

 

"(...)A Conferência Episcopal Portuguesa, ela própria, apresentou argumentos de uma irrelevância absoluta ou de uma confrangedora fraqueza. Disse primeiro que a legalização do casamento de homossexuais iria "dividir os portugueses" e distrair os políticos de "outras prioridades", como, por exemplo, a crise. E disse depois que o casamento homossexual ameaça o heterossexual e, por implicação, a família. Não se percebe qual é a autoridade da Conferência para se pronunciar sobre a divisão dos portugueses e muito principalmente sobre as prioridades do país. Nem que misteriosas razões a levam a supor que os heterossexuais se convertem em homossexuais, se por acaso se puderem casar. De qualquer maneira, os srs. bispos, tendo com certeza em mente as legislativas de Outubro, não hesitaram em insinuar (só a insinuar) que o seu rebanho não devia seguir o "aventureiro" Sócrates.

Já passou o tempo em que a influência da Igreja decidia eleições, mas parece que o srs. bispos não deram por isso. Ao contrário do que o Papa não se cansa de aconselhar, não conseguem viver sem o Estado ou à margem do Estado, a que antigamente pertenciam e dominavam. O casamento civil é, como o nome indica, uma instituição civil, que a Igreja sempre condenou (e tentou evitar) e que, evidentemente, nunca reconheceu. Neste ponto o casamento homossexual não difere do heterossexual. Nem Sócrates, nem o Estado pedem aos católicos que aprovem o casamento homossexual. O que se lhes pede é que não queiram coarctar ou dirigir a vida alheia. Para seu bem e sossego do próximo. Muito simples."

 

VPV a 14 de Fevereiro no mesmo jornal.

 

 

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