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jugular

sem título: bispo sobre menina de 9 anos, 2009

hoje, na veja, o célebre bispo josé cardoso sobrinho, que queria obrigar a criança de 9 anos a ter gémeos, dá uma extensa e imperdível entrevista.

 

excertos:

 

'a igreja diz que o aborto, isto é, o ato de tirar a vida de um inocente indefeso, é muito mais grave que o estupro, que o homicídio de um adulto. qualquer pessoa inteligente é capaz de compreender isso. eu não estou dizendo que o estupro e a pedofilia são coisas boas. mas o aborto é muito mais grave e, por isso, a igreja estipulou essa penalidade automática de excomunhão'

 

'a menina não tinha nenhum problema de necessidade material nem passava fome. e, se acontecesse o parto, a cidade de alagoinha iria ajudar. a menina não ficaria abandonada. a nossa igreja iria ajudar. nós temos aí abrigos para os pobres. mas eu queria voltar a insistir no fato de que estamos a cumprir a lei de deus. e o quinto mandameto diz: não matar. então, não é lícito, para salvar uma vida, eliminar a vida de dois inocentes. o fim não justifica os meios.'

 

'a menina... como se chama? (a pergunta é dirigida às cinco pessoas que acompanharam a entrevista a pedido do arcebispo; ninguém sabe responder).'

 

'nós tivemos várias reuniões com os nossos advogados para saber o que poderíamos fazer para impedir o aborto. pedimos audiência ao desembargador, e ele ligou para várias varas da infância e da juventude para tentar fazer algo. o pai da menina esteve também nesse encontro e declarou ser contra o aborto. ele é analfabeto, mas repetiu desde o começo que não estava de acordo. fez até uma procuração para o nosso advogado e assinou. quer dizer, assinou não, pôs o dedão lá. (...) quando eu soube do caso, passei o dia todo, das 7 da manhã às 10 da noite, trabalhando na tentativa de evitar a operação. mais tarde, eu estava me dirigindo ao primeiro hospital onde a menina foi internada, no interior do estado, para tentar convencer a família a desistir do aborto, e eis que tive uma surpresa. um médico amigo me telefonou para dizer que um grupo de mulheres chamadas feministas tinha convencido a mãe a assinar um documento em que assumia a responsabilidade pela filha e autorizava sua alta. ela então seguiu para outro hospital, no recife, onde o aborto foi feito já no dia seguinte. eu fiquei muito angustiado.'

 

'eu diria (à menina): o que aconteceu já passou. daqui para a frente, procure praticar a religião com os meninos da sua idade, ir para a igreja e aprender o catecismo. seria tão bom se as criancinhas fossem como antigamente, quando nem tinham uso da razão mas já sabiam rezar o pai-nosso e a ave-maria'

 

'soube esses dias de um caso parecido, mas que teve um desenrolar muito diferente. é uma menina de 12 anos, do rio grande do sul, que também engravidou assim. a diferença é que o médico dela me ligou dizendo que não vai fazer o aborto. este é um exemplo edificante. infelizmente, não encontra muita difusão na imprensa. outro exemplo: um dia desses, uma mulher da mesma diocese dessa menina que tinha um filho de um ano e meio, engravidou de novo. ela não queria ter ese segundo filho. então, foi procurar um médico querendo abortar e levou o menmino mais velho junto, para dizer que não tinha condições. mas o médico era católico e disse à mulher que, já que ela não podia ter dois filhos, ele ia matar o primeiro e ela ficava com o segundo, o que estava na barriga. a mulher, na hora, despertou e não aceitou mais o aborto'

 

'lamento não poder ter feito o batizado desses dois bebês. eu estava planejando uma festa para esse dia, mas não aconteceu'

 

 

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