do desprezo
não sei porquê, dei por mim a pensar como há tantas maneiras diferentes de não gostar de alguém e de como o ódio é tão diferente do desprezo, e de como, feliz ou infelizmente, dou tantas vezes por mim maravilhada com as toneladas de ódio, rancor, fel e raiva que desperto em algumas pessoas que a mim não despertam rigorosamente nada a não ser isso, alguma estupefação. pelo que sentem e por alguma vez na minha vida lhes ter sequer dirigido a palavra, quanto mais. mas, lá está: é inevitável errar para acertar. e aprendo sempre qualquer coisa mais sobre a tal da natureza humana -- e portanto sobre mim. e, desejavelmente, a dar cada vez menos, ainda menos, importância ao e aos que a não têm.

