Mantém-se a esperteza saloia
"Na Saúde, separação entre o sector público e privado: profissionais de saúde têm de trabalhar em exclusividade para o Serviço Nacional de Saúde. Será feito de forma gradual, isto é, só se aplica aos profissionais recém-formados" é uma das 10 promessas de Seguro para quando chegar a Primeiro Ministro. Nada de novo, continua o populismo desgraçado de fazer crer que a separação público/privado na Saúde é isto, é saber bem pouco de políticas de saúde. Está ao nível de outros dois aspectos que têm sido demagogicamente defendidos e que dizem respeito à defesa do implemento na concorrência entre público e privado como factor de poupança e do pagamento diferencial dos actos médicos na altura do acesso de acordo com os rendimentos. Como já escrevi, a ideia de que a concorrência seria mais favorável que a complementaridade assenta no mito de que os dois sectores têm os mesmos direitos e obrigações, o que é falso. A outra falsa questão determina uma perda da equidade e perverte o princípio da universalidade do serviço, estigmatizando a desigualdade: os mais ricos já pagam mais no acesso à saúde através dos impostos.
PS: esqueceu-se do ataque ao racionamento ou, pelo menos aí, percebeu que tinham metido a pata na poça?

