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Que coisa desonesta, Joana Barata Lopes.

A propósito de co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo «Joana Barata Lopes garante que nunca sentiu pressão e só uma vez se sentiu hostilizada: “Quando fui à Ilga em representação da Aliança Portugal, a um debate sobre a evolução dos direitos LGBTI, fui atacada porque disse que me sentia bem ali. Não pelas pessoas que estavam na assistência, mas por representantes de outros partidos. Foi um momento esotérico.”», disse ao jornal i.

 

Não é verdade, ninguém atacou a Joana por ter dito que "se sentia bem ali", antes porque, e cito-me num post que então escrevi sobre o sucedido, "tentou defender o indefensável, tentou "safar" a candidatura da Aliança Portugal no que a estes temas diz respeito, referindo sentir-se "extremamente confortável" nesse papel. A política não é, não pode ser, uma venda de banha da cobra e, a menos que esteja profundamente clivada no seu funcionamento pessoal, a Joana não pode estar "confortável" - e muito menos "extremamente" - na defesa de um colectivo que, por exemplo, votou no Parlamento Europeu contra o Relatório Estrela (relembro que foi esse o sentido de voto de todos os deputados do PSD e do CDS com excepção de Paulo Rangel... que estava ausente). Ser lobo e vestir a pele de cordeiro não dá bom resultado, não chega armarmo-nos ao "moderninho" para se conseguir passar uma falsa mensagem, uma acção de pré-campanha deve ser informativa da posição dos organismos políticos que se irão apresentar a sufrágio e não uma acção de demagogia pré-eleitoral."

 

Ps: A adjectivação usada para classificar a coisa é deliciosa. De "esotérico" é que o momento não teve mesmo nada, se alguma coisa o marcou foi a irritação que se apoderou da Joana e que, pelos vistos, ainda não sublimou.

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