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jugular

How 'ya gonna keep 'em down on the farm after they’ve seen D.C.?

Embora o Politico nos assegure que Sarah Palin «has reached her sell-by date», esta não é definitivamente a opinião da diva que encantou a América que mesmo antes da tomada de posse clama «Impeach Barack Obama» porque  «Damn dems stole the election like they always do. GOD wanted McCain and Palin in the White House. That's why it's called THE WHITE HOUSE». Ou aquela America onde o Ku Klux Kan sai às ruas e as crianças cantam «Assassinate Obama» nos autocarros escolares embalados por congressistas que comparam Obama a Hitler.

O pagador de promessas

O processo de transição  da administração Obama pode ser acompanhada no site Change.gov. Neste site, Obama solicita sugestões aos seus concidadãos e pede-lhes que partilhem a sua (eleitores) visão da América. Os visitantes podem ainda candidatar-se online a uma posição na nova administração e ver quais são os 13 mais importantes assuntos a resolver para o presidente eleito. A biografia e formação dos recrutados por Obama para a sua equipa estão (ou estarão) igualmente disponíveis para consulta.

 

Mesmo antes de assumir a presidência, Barack Obama começou a cumprir promessas de campanha, neste caso de uma administração mais transparente e onde o compadrio não tem o peso que foi a imagem de marca dos (des)governos Bush. Tal como o João, tenho mais curiosidade em saber quais os efeitos obâmicos sobre os «clichês preguiçosos»,  cinismo e  pessimismo antropológico da direita, não só americana como europeia, que preocupação com as desilusões que arautam para a esquerda.

O Efeito dos Raios Palin

O Efeito dos Raios Palin na blogosfera de direita nacional resultou num «circo mediático» em que Joaquins do Campo sortidos se desdobraram em ataques «lamentáveis e (profundamente)  rídiculos» a todos os que se limitavam a apontar as abismais deficiências cognitivas da senhora. Na altura fiquei pasmada com a virulência dos ataques ad hominem que passaram, em relação a esta escriba em concreto, por defesas absolutamente iluminadas e iluminantes do ensino do criacionismo nas aulas de biologia e por lições de (pseudo) ciência.

 

The times, they are a changin'

O estado do Indiana é um dos toss-ups que vale a pena seguir nestas eleições. Numa altura em que ainda não começaram a ser contados os votos do fortemente democrata Lake County nem de Howard County (onde moram muitos dos trabalhadores da indústria automóvel fortemente atingidos pela crise), a vantagem, embora curta, de Obama, tendo em conta os condados apurados torna possível a sua vitória neste estado. Se esta previsão se confirmar, Obama ganhou as eleições.

As últimas sondagens davam uma ligeira vantagem a McCain no Indiana que tem uma demografia muito semelhante à do Ohio, outro estado chave onde segundo as últimas sondagens Obama ia à frente por uns poucos pontos percentuais. Assim, estes resultados preliminares no Indiana, são um bom prenúncio do que vai acontecer no Ohio em que diria que Obama ganhará com uma margem próxima de 10 pontos.

O Indiana não dava os seus 11 votos eleitorais a um candidato democrata desde 1964 e Bush ganhou este estado com uma diferença de 20 pontos para Kerry. De facto, o Indiana foi o primeiro estado que vi pintado de vermelho em 2000. Uma vitória de Obama no Indiana indica por outro lado não só que a noite eleitoral será curta mas também que são possíveis vitórias na Carolina do Norte e Colorado. Se o mesmo acontecer na Flórida e na Geórgia então vai mesmo ser o landslide que previ.

370 - 168, Barry wins

 

Vou ver a CNN, a RTP N e a SIC N - hoje já cá não volto, que me dói a cabeça de tanta www. Fica a minha previsão - caso a realidade imponha diferença superior a 100, venho cá amanhã obrigar as empresas de sondagens a comer o meu chapéu.

Yes, we can!

Há oito anos por volta desta data  estava eu na soalheira Califórnia com uma Rebecca, uma das minhas colegas de laboratório com quem partilhava uma vivenda na praia,  em estado de angústia total. A Becky fora voluntária na campanha  de Al Gore, campanha que a mim, especialmente após os debates, parecia tão pacífica como indicavam todas as sondagens: Gore  iria ser o próximo presidente dos Estados Unidos. A Rebecca estava muito preocupada com a afluência às urnas, especialmente das camadas mais jovens - que pouco participaram como na altura nos indicou umas voltas pela UCSD -, dizia ela que os fundamentalistas iriam religiosamente votar  e  que uma baixa participação seria  um muito mau prenúncio.  A história confirmou os receios da Becky, cuja angústia se prolongou por cerca de um mês enquanto se recontavam e descontavam chads grávidos na Flórida.

 

As notícias que desta vez vamos acompanhando de lados opostos do Atlântico (a Becky está agora em Providence), são bastante animadoras: a afluência às urnas tem sido esmagadora e  não são apenas as mesas de votos nas Universidades, como no vídeo, que antes da abertura das urnas já exibiam longas filas de expectantes votantes.  Pelo que tenho lido e me têm dito, estas eleições vão fazer história também pela participação. E penso não me enganar quando prevejo que a vitória de Obama vai ser muito mais expressiva do que as últimas sondagens indicam, não só no voto popular mas no colégio eleitoral. Não me surpreenderia mesmo nada que Obama tivesse acima de 400 votos eleitorais.

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