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jugular

Esse sapo não engolirei

O PS está claramente a pôr-se a jeito para apoiar Alegre. Parece que não tem outro remédio, que o que não tem remédio remediado está. Como não acredito em remedeios — não me guio por eles —, como o discurso de ontem me pareceu ele próprio um remedeio, uma tentativa de branqueamento do passado ­— a inexistência, artificial, de uma palavra crítica para a governação de Sócrates fala por si —, Alegre consolida-se como uma armadilha demasiado óbvia. Trata-se, pois, de um candidato apoiado pelo Bloco, que se tenta agora encostar ao PS, chamando-o de seu partido, isto depois de anos passados a pregar pregos nas tábuas daquele de caixão. Não acho que o papel de um presidente seja facilitar a vida dos Governos, mas também entendo que um Presidente deve fazer tudo para não a dificultar só porque sim. Com Alegre na presidência teríamos, não se iludam, um presidente do Bloco de Esquerda, com tudo o que isso significa ­— só a ideia arrepia. O passado demonstra que, neste momento, Alegre está mais próximo do Bloco do que do PS. Se eu votasse em tal produto, isso significaria uma de duas coisas: ou que tinha enlouquecido ou que estava pronto a engolir um sapo para não ver Cavaco de novo em Belém. Como ainda reconheço as minhas loucuras, ao ponto de ainda não as ver de papel passado, e como não como tudo o que me põem à frente, obviamente não votarei em Alegre. Como não voto em Cavaco — não costumo meter o pé duas vezes na mesma argola —, como Fernando Nobre se afasta a cada palavra, parece-me mais ou menos óbvio o caminho que tomarei.

 

Que com isso estou a votar em Cavaco por omissão, poderei argumentar. Até pode ser, concedo e lamento. Lamento mais do que se possa imaginar, mas não posso votar Alegre.  É uma questão de pele.

Cavaco e Alegre em off, Nobre em standby

Apesar de a entrevista hoje dada a Miguel Sousa Tavares – assim como a apresentação da candidatura – me ter parecido demasiado empanturrada de lugares-comuns, coisa própria de orações debutantes, não rejeitarei à partida uma ciência que conheço mal. De resto – e agora de ciência certa –, tendo em conta que jamais voltarei a votar no actual PR (sim, já aconteceu) e que só comigo morto alguém colocará a minha cruz em Alegre, resta-me essa coisa da esperança – como em “quem espera por algo”. Espero por mais de Fernando Nobre, portanto.

Quanto à questão de Nobre poder vir a contribuir para a vitória de Cavaco, remeto-me aos Princípios – que seja! Uma coisa é certa: Alegre jamais, Cavaco nunca mais.

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